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AGRADECIMENTOS
Esta dissertação não ficaria como ela é sem a ajuda de muitas pessoas, a quem desejo agora agradecer.
Sei que cometo injustiça, pois não conseguirei lembrar de todos os que me foram de valia nestes dois anos de esforço.
Mais injustiça ainda seria deixar de mencionar a Profa.Tânia
Stahlke, que me incentivou a fazer o mestrado no CPGEI, Profa.Zélia, da
escola Vivian Marçal, que me recebeu tantas vezes, me apresentou aos
garotos e se mostrava sempre entusiasmada com o progresso do ETM,
Profa.Hilda e Profa. Janaína, do Instituto Helena Antipov, que
sugeriram tantas melhorias, Profa. Sandra e Prof. Vargas, do DADIN,
Cefet-PR, que fizeram observações valiosas e protótipos, Sr. Arnoldo ,
da Oficina de Apoio, que fez vários protótipos de adaptações,
Engenheiro Metz do Departamento de Manutenção, que autorizou e
incentivou a confecção de adaptações, Funcionários Rui, Francisco,
Antônio, que fizeram adaptações, Júnior, da Beta, que fabricou muitos
cabos, João e André, da Quantum, que ajudaram a desenvolver os
circuitos eletrônicos. E tantos outros, professores e colegas, que se
entusiasmavam e me entusiasmavam ao ver o ETM.
Também não posso deixar de mencionar aqui os responsáveis por diversos sites que visitei e de onde fui tirando idéias.
Em especial ao meu orientador e eterno professor Dr. Aurélio Flávio
Charão pelo apoio e incentivo durante todo o período de mestrado.
Com certeza, sozinho eu não faria isso. |
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Reportagem feita pelo Unicenp |
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Por Administrator
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30 de August de 2005 |
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Como surgiu a idéia de desenvolver um software para deficientes ?
A proposta foi do meu orientador de Mestrado. Eu já havia desenvolvido
um programa de computador para alfabetização de crianças surdas. Quando
conheci o professor Aurélio Flávio Charão...
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Como surgiu a idéia de desenvolver um software para deficientes ?
A proposta foi do meu orientador de Mestrado. Eu já havia desenvolvido
um programa de computador para alfabetização de crianças surdas. Quando
conheci o professor Aurélio Flávio Charão, ele comentou sobre a
possibilidade de desenvolvimento de um software que permitisse o
contado dos portadores de paralisia cerebral/motora com o computador.
Eu topei o desafio e mesmo antes de terminar o Mestrado, o ETM –
Emulador de Teclado e Mouse – já estava sendo utilizado na Escola de
Educação Especial Vivian Marçal, em Curitiba. A partir daí, o programa
começou a ser difundido por todo o País. Foram feitas algumas
reportagens e outras escolas também passaram a utilizá-lo. No Rio de
Janeiro, o Instituto Helena Antipoff utiliza e também distribui o
programa.
Como esse programa funciona ?
Funciona acoplado a um equipamento que, conectado a sensores, permite
ao usuário utilizar todos os recursos de teclado e mouse do micro.
Esses sensores são ligados à cadeira de rodas ou ao corpo de um
portador de paralisia cerebral – ou pessoa que tenha dificuldade
motora. Por exemplo, para utilizar o software, o portador de paralisia
que só move a cabeça pressiona um encosto colocado na cadeira de rodas.
Com o movimento da cabeça, um sinal chega até o computador e o usuário
navega pelo sistema de varredura.
O que é o sistema de varredura ?
É um software auxiliar que navega entre as letras de um teclado que
aparece na tela. O sistema funciona da seguinte maneira: letras,
números e flechas indicativas de movimento de mouse são varridas, o
tempo todo, por uma espécie de marcador. Quando o marcador está
posicionado no caractere escolhido pelo usuário, ele pressiona o
sensor. Se, por
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Alexandre Henzen é aluno do MBA em Direção Estratégica. É formado em
Análise de Sistemas, Mestre em Informática Industrial e diretor da Korp
Sistemas de Gestão, onde, paralelamente, realiza um trabalho de
inclusão digital para portadores de paralisia cerebral/motora .
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exemplo,
o usuário deseja escrever a palavra mãe, basta esperar o marcador
passar pela letra M, em seguida à e depois E. Por meio desse sistema, o
portador de deficiência pode acessar a Internet, documentos de texto e
jogos.
É preciso um equipamento muito sofisticado para utilizar o sotware ?
Não, exatamente pelo perfil das pessoas que atendemos, geralmente
pessoas de baixa renda, que muitas vezes não têm acesso a equipamentos
sofisticados. O ETM é um programa feito para utilizar pouco recurso de
máquina. Funciona do sistema operacional Windows 95 até os demais.
Existem pessoas que utilizam o ETM até no antigo 486. Claro que no
início do projeto, o ETM era um programa complexo, mas nós fomos
simplificando, para que o interessado simplesmente entre no site do
projeto, que é o www.projetoetm.com.br, baixe o programa, faça as adaptações necessárias à cadeira de rodas e passe a utilizá-lo.
É simples assim ?
É. A maior dificuldade está no acompanhamento do portador de paralisia
cerebral. Determinar onde o sensor se adapta melhor, em apoios de
cabeça, mãos, boca... Nas escolas, os terapeutas educacionais são
treinados para essa função, mas quando atendemos alguém que não esteja
na escola, é necessário ensinar os pais a fazer esse acompanhamento, o
que não é impossível, mas um pouco mais complicado.
Como as pessoas chegam até vocês ?
Geralmente
por indicação. Por mais que nossa idéia tenha saído na mídia, o que
funciona mesmo é a indicação. Alunos da Vivian Marçal acabam
conversando com outros alunos, de outras escolas, e essas pessoas nos
procuram. O que queremos é que cada vez mais pessoas utilizem o
programa. Quando alguém que nos procura não tem computador, nós vamos
atrás de um; e se esse computador é defasado, nós procuramos dar algum
tipo de manutenção. A partir do momento em que somos contatados por
alguém, fazemos o possível para ir até o encontro dessa pessoa. O
problema é que a maioria das pessoas não sabe que o programa existe.
Por que desenvolver um projeto como esse ?
É difícil de explicar. O que queremos é melhorar a vida das pessoas.
Para entender nossos motivos, basta ver uma pessoa que tem esse tipo de
problema utilizando o programa. Não tem como não se emocionar. Imagine
o que significa para uma pessoa que não fala, que passa a vida inteira
em uma cadeira de rodas, que não se comunica com ninguém, poder dizer:
oi mãe, eu quero água. Ou mais ainda, criar a possibilidade de ver
alguém superando suas dificuldades e tornando-se escritora. Adriana
Gunz tem paralisia cerebral, utiliza o equipamento e já tem 22 livros
de histórias infantis publicados. Isso te deixa motivado. E se
pensarmos em recompensa, ela vem naturalmente. Graças a esse projeto,
eu terminei um Mestrado que, obviamente, dá força à minha carreira
profissional. Mas eu posso dizer que nada se compara à sensação de ver
uma pessoa com paralisia cerebral mudando sua vida.
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